Barnes & Noble Segregação Digital: Ensaio Psicanalítico Sobre os Efeitos do Atual Estado na Internet no Sujeito e no Laço Social at Hamilton Place in Chattanooga, TN
Em tempos de aceleração comunicacional e incertezas políticas, o digital torna-se partícula essencial para a compreensão dos fenômenos humanos. Assim, o presente livro se dedica a refletir sobre os efeitos da cultura digital ― ou cibercultura ― no sujeito com base na noção de segregação em psicanálise. Inicialmente, discutimos a questão freudiana do mal-estar na cultura e o investimento da ciência e da técnica em solucioná-lo, para refletir sobre a historicidade da cibernética e o estado da arte da cibercultura. Esta que vai despontando atualmente como uma cibercultura algorítmica de extrema individualização, gestão e regulação nos domínios do ciberespaço pelo poder das megacorporações de tecnologia. Em seguida, apresentamos uma reflexão sobre a psicanálise e os impactos dos avanços da tecnociência no sujeito, ancorado em uma revisão das bases que sustentam a relação do sujeito com a cultura. Assim, propomos uma crítica à cibercultura algorítmica e sua tratativa neoliberal de propor um discurso apolítico, sem o outro, engendrado em si mesmo. Finalizamos com uma reflexão crítica sobre a segregação digital, analisando a percepção lacaniana acerca dos efeitos de segregação que nossa sociedade hipercapitalista e tecnológica produziria. Desse modo, expomos a tecnopolítica de condominização digital e a produção de uma figura de segregação: o deletável. Para ilustrar essa figura, analisamos duas produções fílmicas da cultura pop recente: o episódio "Nosedive", da série Black Mirror; e o episódio "Kill all others", da série Philip K. Dick's Electric Dreams. Com o avanço das tecnociências, o projeto de universalização e do apagar das diferenças que vimos surgir no século XX não foi abandonado. A tecnopolítica digital produz, como efeito, técnicas de segregação espacial em bolhas individuais que se concentram em condomínios digitais na internet. Em outras palavras, é a tentativa de borrar o aparecimento indesejável do sujeito do inconsciente por meio da retirada do laço com o outro, da gestão individualista e da matematização de tudo.
Em tempos de aceleração comunicacional e incertezas políticas, o digital torna-se partícula essencial para a compreensão dos fenômenos humanos. Assim, o presente livro se dedica a refletir sobre os efeitos da cultura digital ― ou cibercultura ― no sujeito com base na noção de segregação em psicanálise. Inicialmente, discutimos a questão freudiana do mal-estar na cultura e o investimento da ciência e da técnica em solucioná-lo, para refletir sobre a historicidade da cibernética e o estado da arte da cibercultura. Esta que vai despontando atualmente como uma cibercultura algorítmica de extrema individualização, gestão e regulação nos domínios do ciberespaço pelo poder das megacorporações de tecnologia. Em seguida, apresentamos uma reflexão sobre a psicanálise e os impactos dos avanços da tecnociência no sujeito, ancorado em uma revisão das bases que sustentam a relação do sujeito com a cultura. Assim, propomos uma crítica à cibercultura algorítmica e sua tratativa neoliberal de propor um discurso apolítico, sem o outro, engendrado em si mesmo. Finalizamos com uma reflexão crítica sobre a segregação digital, analisando a percepção lacaniana acerca dos efeitos de segregação que nossa sociedade hipercapitalista e tecnológica produziria. Desse modo, expomos a tecnopolítica de condominização digital e a produção de uma figura de segregação: o deletável. Para ilustrar essa figura, analisamos duas produções fílmicas da cultura pop recente: o episódio "Nosedive", da série Black Mirror; e o episódio "Kill all others", da série Philip K. Dick's Electric Dreams. Com o avanço das tecnociências, o projeto de universalização e do apagar das diferenças que vimos surgir no século XX não foi abandonado. A tecnopolítica digital produz, como efeito, técnicas de segregação espacial em bolhas individuais que se concentram em condomínios digitais na internet. Em outras palavras, é a tentativa de borrar o aparecimento indesejável do sujeito do inconsciente por meio da retirada do laço com o outro, da gestão individualista e da matematização de tudo.
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